Conclusões

     Até mesmo o George Bush (presidente dos USA) já começou a ceder e reconhecer que as emissões de GEE precisam ser cortadas. Porém, isso só aconteceu por causa da enorme pressão que a população americana vem fazendo.
     A discussão atual, entre os governos, persiste sendo quem vai cortar quanto: países desenvolvidos x países do terceiro mundo. Em nossa opinião todos precisam cortar as emissões e reduzir o impacto das emissões remanescentes. Além disso, devem ser estabelecidas contrapartidas ambientais e sociais para aqueles que se recusarem a fazê-lo ou que não consigam cumprir as metas.
     Não podemos, nós brasileiros, permanecer empacados nessa história. Podemos sim fazer muito. Podemos fazer a diferença. Todos nós temos que cortar emissões. Todos nós devemos cobrar do governo brasileiro metas e programas claros para o corte nas emissões de GEE e ações efetivas contra o desmatamento criminoso que permanece desenfreado na Amazônia. A situação na Amazônia é uma vergonha!
     A mídia nacional precisa começar campanhas sistemáticas de conscientização da população sobre o aquecimento global, energias alternativas e reciclagem. Campanhas responsáveis que, tanto não caiam no clima sensacionalista que cria a sensação de estarmos falando sobre profecias de Nostradamus, quanto não descambem para uma irreverência exagerada tentando amenizar o tema.
     Precisamos de informações claras e de orientações simples e objetivas do que cada um pode fazer. Assim como, também, da divulgação das experiências bem-sucedidas que estejam acontecendo.
The Bali Communiqué
     Numa declaração conjunta aberta, disponível em inglês no site Prince of Wales’s - The Corporate Leaders Group on Climate Change (http://www.balicommunique.com/), 150 multinacionais, entre elas a Shell, Volkswagen, ABN-AMRO, Philips, Allianz, Adidas, British Airways, Coca-Cola, Continental, Du Pont, HSBC, HP, GE, Kodak, L'oréal, Nestlé, Nike, Nokia, Pirelli, Repsol, Roche, Rolls Royce, Sony Ericsson e Yahoo, pedem aos líderes mundiais que fechem um acordo obrigando os países a cumprir metas para a redução das emissões dos gases causadores do efeito estufa.
     Chamamos a atenção para a presença da Shell e da Repsol (além de outras signatárias) que são empresas de combustíveis fósseis! Esse fato, por si só, já atesta a gravidade da situação climática.
     Trechos do documento dizem o seguinte:
"As evidências científicas são esmagadoras. As mudanças climáticas apresentam riscos globais, sociais, ambientais e econômicos muito altos, e exigem uma resposta global urgente."
"Se as mudanças climáticas não diminuírem, os custos econômicos e geopolíticos podem ser muito severos e ter efeitos globais. Todos os países e economias serão afetados, mas serão os países mais pobres que vão sofrer mais e mais cedo."

"Os custos de ações para reduzir as emissões de gás carbônico para evitar os piores efeitos das mudanças climáticas são administráveis, especialmente se guiados por uma visão internacional comum”, afirma a carta.

"Em resumo, nós acreditamos que o combate às mudanças climáticas é a estratégia de crescimento. Ignorá-lo será prejudicar o crescimento econômico."

As 150 empresas pedem ainda que as metas para a redução dos gases causadores do efeito estufa sejam guiadas pela ciência, em primeiro lugar.
 
     Os líderes dessas 150 empresas já entenderam que se não mudarmos agora os nossos padrões de consumo e produção não haverá mercado futuro, pois a sociedade entrará em colapso quando o aquecimento global atingir um patamar que inviabilize a manutenção da sociedade humana tal qual a conhecemos.
Preservar o planeta: um objetivo comum que exige a união e a participação de todos.
     Não há espaço para temermos pelas mudanças. Não há como evitá-las nem postergá-las por muito tempo. Muita gente já está pensando adiante. Muitos empresários já descobriram como desenvolver novas linhas de negócios e estão lucrando com bens e serviços ecologicamente corretos.
"Pense globalmente, e aja localmente"
     É compartilhada por todos nós a noção de que, nas grandes tragédias, as pessoas têm a tendência de se unirem e trabalharem em conjunto. O Aquecimento Global é uma tragédia anunciada.
     Precisamos aprender a nos unir e a trabalharmos em conjunto antes que as tragédias se concretizem.

O Planeta Agradece!

Foto gentilmente cedida por Stock Xchng

 
 
 

 


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