Banco da Amazônia aprova novas diretrizes na sua política socioambiental 22.03.2008

Redação 24HorasNews

O Banco da Amazônia aprovou, no mês passado, novas estratégias para implementação das diretrizes da Política Socioambiental da instituição. Apesar de sempre ter observado os requisitos da legislação vigente durante a análise e aprovação de financiamentos, o Banco introduziu várias mudanças que visam, dentre outras ações, a exigência de adoção de práticas sustentáveis com mais rigor, através de Salvaguardas, inicialmente nas atividades econômicas voltadas para o plantio de soja, para a pecuária de corte e para ferro-gusa.

Todas as operações financiadas pelo Banco, já no recebimento da proposta na agência (pré-análise), serão pré-avaliadas e classificadas segundo seu potencial de impacto e risco ambiental, estabelecendo um nível adequado de requisitos de salvaguarda por meio da identificação prévia de impactos e riscos ambientais e sociais associados, sendo priorizadas no momento as médias e grandes empresas e os médios e grandes produtores. Os projetos serão classificados como de alto risco – A, de risco médio – B ou de baixo risco – C.

Logo, para conceder um crédito, o Banco da Amazônia seguirá as diretrizes da Política Socioambiental, através da Indução, visando priorizar e promover de forma pró-ativa projetos que sejam precursores, multiplicadores, demonstrativos ou exemplares em termos socioambientais; das Salvaguardas, que são um conjunto de medidas de caráter administrativo e técnico que orientam a atuação do Banco na análise, concessão e revisão de crédito possibilitando induzir os clientes, nas atividades tradicionais, a adotarem práticas sustentáveis e acompanhar a sua evolução; e da Exclusão, quando a instituição não concederá financiamento a setores que não se alinhem com os princípios e valores do Banco e/ou pratiquem atividades ilegais.

Com as novas medidas, haverá restrição de financiamento para atividades que acarretam graves danos ambientais, como construção de alto-fornos para produção de ferro gusa. Será aplicado um questionário socioambiental no momento da elaboração ou atualização do cadastro dos empreendedores para avaliação do risco socioambiental do proponente e/ou do empreendimento. Será desenvolvido, como piloto, o projeto “Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura”, que permite o desenvolvimento de duas atividades no mesmo ano, induzindo projetos com boas práticas ambientais na agricultura familiar, com recursos do programa de Pesquisa da EMBRAPA.

Também será elaborado, ainda no primeiro semestre de 2008, o Guia de Orientações Socioambientais do Banco da Amazônia contendo as diretrizes da Política Socioambiental, para divulgação ao público interno e externo. Além disso, haverá a capacitação/treinamento dos gestores e empregados envolvidos com a análise e o acompanhamento do crédito.

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