Ceará avança no planejamento 27.07.2008

Sem rios caudalosos para construção de hidrelétricas ou fontes de petróleo e de gás compatíveis com a sua demanda, o governo do Ceará elaborou um planejamento energético para induzir o desenvolvimento de novas fontes de energia no Estado. A informação é de Renato Rolim, coordenador de Energia e Comunicação da Secretaria de Infra-estrutura do Estado (Seinfra).

Além da vocação comprovada para geração eólica, Rolim destaca pequenas fontes complementares como alternativas. Nesse contexto, a utilização de lixo e a construção de PCHs ampliam o leque de opções. ´Com essas pequenas fontes, o Ceará tem condição de gerar em torno de 30 MW adicionais. Temos que aproveitar, porque tudo será revertido em emprego, em desenvolvimento e tecnologia para o Estado´, diz.

Aterros sanitários

De acordo com ele, a partir do lixo depositado nos aterros sanitários localizados na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), o Ceará tem condições de gerar 15,2 MW, o que seria capaz de abastecer uma cidade do porte de 40 mil habitantes. ´Temos também a possibilidade de acrescentar mais 2,5 MW com o aterro sanitário que o Estado pretende construir na Região do Cariri ´, adianta. Além destes três aterros, o governo já vislumbra a implantação de mais cinco. Três já definidos para os municípios de Crateús, Sobral e Iguatu.

PCHs

Para Rolim, apesar de o Estado não possuir rios perenes, base da matriz hidrelétrica, verificou-se também algumas potencialidades a partir da construção de PCHs nos açudes estaduais. Além da usina do Araras, em Varjota, já em operação, existe estudo para aproveitamento do Castanhão e do canal Riachão/Gavião.


http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=558408

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