
António Pedro
Decorre desde ontem, em Luanda, o seminário sobre “Vulnerabilidade e Adaptação sobre as Alterações Climáticas e Protocolo de Kyoto”, visando treinar técnicos angolanos de diferentes ministérios para que o país comece a trabalhar num programa nacional de adaptação, fazendo um inventário do seu potencial de emissão de gases de efeito estufa (prejudiciais) e capacidade de absorção dos mesmos.
Segundo o vice ministro do Urbanismo e Ambiente, Mota Liz, que falava durante a abertura do seminário que encerra na próxima segunda-feira, sob orientação de dois consultores das Nações Unidas, “é preciso treinar pessoal local já que são matérias novas, para, posteriormente, se produzir a primeira comunicação sobre a capacidade de emissão e absorção de gases no país”.
O governante salientou que dessa forma torna-se possível adaptar políticas concebidas pelos técnicos de todo o programa de desenvolvimento do Governo, para que seja realmente sustentável, porque existe a obrigação de se manter as condições climáticas para a sobrevivência da actual geração humana e a vindoura.
Outra grande variante apontada pelo vice-ministro tem a ver com a educação ambiental que, infelizmente, disse, é ignorada por muita gente face às alterações climáticas.
Afirmou que cada cidadão deve contribuir quotidianamente com atitudes não prejudiciais ao meio ambiente, atendendo às consequências que afectam pobres e ricos, esclarecendo que “não é um problema só de Angola, mas da humanidade, e devemos caminhar à dimensão do problema”.
Mota Liz afirmou que o seminário é uma alavanca para a criação de programas nacionais de adaptação às alterações climáticas, com base no Protocolo de Kyoto, por ser um problema real e actual no topo da agenda de concertação das nações.
De acordo com o governante, as consequências nefastas estão à vista de todos e ameaçam até a sobrevivência da espécie humana, segundo estudos de conceituados cientistas, que apontam ainda o aumento do nível do mar devido à redução da quantidade de água mantida em gelo nas regiões polares.
“É preciso que os países adoptem medidas recomendadas no Protocolo de Kyoto e na Convenção sobre as Alterações Climáticas, para mitigar, desde logo, de acordo com o potencial de cada país, a emissão de gases susceptíveis de aumentar o aquecimento. É preciso encontrar um equilíbrio porque já não existe outro planeta que ofereça condições adequadas para a vivência da espécie humana”, disse.
http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=88870&Seccao=politica
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