
Em um período de onze dias entre os meses de junho e julho, o grupo de fiscalização móvel da Superintendência Regional do Trabalho de Mato Grosso percorreu quatro fazendas na região norte, sendo que em duas delas foram resgatados um total de treze trabalhadores que eram mantidos em condição análogos a de escravos.
Os auditores fiscais, policiais federais e uma procuradora do trabalho da PRT23ª Região encontraram nas fazendas Shangrilá, em Alta Floresta, e Renascer, no município de Monte Verde, trabalhadores em situação de moradia, alimentação e de higiene pessoais bastante precárias; todos receberam as verbas rescisórias e o dano moral individual, que totalizou a importância de cerca de 150 mil reais.
Nas outra fazenda Romana e Real, a fiscalização detectou diversas irregularidades trabalhistas, como alojamentos precários, falta de equipamento de proteção, atraso no pagamento de salários, falsa empreita, falta de registro de empregados e de anotação na carteira de trabalho.
Em todas as propriedades foram firmados termo de ajustamento de conduta, promovidos pelo MPT, no qual os proprietários se comprometeram a corrigir as irregularidades encontradas e a pagar dano moral coletivo, que nesse caso, será em forma de bens móveis como veículos, computadores, entre outros equipamentos eletrônicos.
De acordo com o MPT, uma parte dos bens foi destinada para a Comissão Pastoral dos Trabalhadores da região, que se comprometeu a prestar assistência aos trabalhadores que precisarem de alojamento, de tirar documentos pessoais e outras necessidades enquanto estiverem em trânsito naquela região. E a outra parte dos bens foi para a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), incluindo uma caminhonete tipo savana que é para ser usada nas operações do grupo especial móvel de fiscalização.
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