
O jornalista e diretor da Agência Envolverder Adalberto Marcondes conversou com internautas sobre a importância da sustentabilidade e algumas formas para chegar até ela:
Lélia: Boa tarde... Podes comentar alguma referência em sustentabilidade em relação a construção civil?
Adalberto Marcondes: Para quem for entrando, quero falar um pouco sobre sustentabilidade. Existem algumas confusões sobre isto, e uma das maneiras mais fáceis de compreender é a seguinte: Filantropia é dar o peixe a quem tem fome, responsabilidade social é ensinar a pescar e, sustentabilidade é cuidar do rio, das matas e fazer com que exista peixa para sempre.
Adalberto Marcondes: Em relação à construção civil, ser sustentável é construir edifícios que tenham eficiência no uso de recurosos como eletricidade e água. Tamém que sejam construído com menor geração de resíduos e mais reciclagem.
BBertoli: Olá, Adalberto, qual você acredita que seja o maior desafio enfrentado pelas empresas no caminho para a sustentabilidade?
Adalberto Marcondes: Edifícios que precisam utilizar iluminação artificial durante todo o dia, ou que precisam de ar condicionado inclusive no inverno não são muito sustentáveis.
Ana Oliveira: Dos quatro pilares da sustentabilidade - ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito - qual é o de mais difícil implementação?
Adalberto Marcondes: As empresas precisam compreender que seu papel no mundo mudou. Elas não são mais apenas megócios privados, mas atores de um processo civilizatório. Hoje elas tem mais acesso à sociedade, via mídia, do que os governos.
Adalberto Marcondes: Os pilares são transversais, devem ser implantados de forma horizontal. O mais difícil é respeitar os limites impostos pela finitude dos recursos ambientais.
juliana: olá, boa tarde. Você acha que é possível uso sustentável da amazônia por empresas estrangeiras, além de brasileiras? O governo tem estrutura hoje para fiscalizar as ações?
Adalberto Marcondes: A Amazônia é uma questão importantíssima para o Brasil e para o mundo. Não podemos imaginar que o Brasil vá trabalhar sozinho seus sedafios, mas temos de tratas com muito cuidado a questão da soberania. Fivcando claro que a soberania é brasileira, não há porque não se construir parcerias para atuar na região de forma sustentável.
juliana: Existe alguma região ou cidade do Brasil que pode ser considerada referência em sustentabilidade?
Adalberto Marcondes: Os curitibanos pensam que sim, e tendop a concordar com eles. Mas mesmo assim com algumas restrições. Nenhuma região brasileira superou completamente os desafios do saneamento, da saúde e da pobreza.
juliana: Existe algum projeto de educação ambiental que pode ser utilizado como referência para as empresas?
Adalberto Marcondes: Lembrando também que o Paraná´foi um grande desmatador no passado e os paranaenses e gaúchos estão entre os que mais empurram afronteira agrícola em direção à Amazônia.
Ana Oliveira: Na área industrial, as empresas brasileiras têm apresentado soluções inteligentes?
Adalberto Marcondes: Algum,as empresas estão desenvolvendo projetos importantes na área de eficiência energética e reúso de água, além de reciclagem, mas são poucas em relação ao universo de empresas que atuam no Brasil.
Adalberto Marcondes: O Ministério do Meio Ambiente e O da Educação construíram conjuntamente a Pol´´itica Nacional de Educação Ambiental, que ainda é pouco aplicada, mas que é um documento muito bem elaborado. Está disponível nos sites dos dois ministérios.
Miranda: O mundo tem salvação?
Adalberto Marcondes: O setpr econômico que está avançando mais rapidamente em direção à sustentabilidade é o financeiro. E as exigências dos bancos acabam empurrando as empresas nesta direção.
Ana Oliveira: A inciativa privada está à frente da governamental?
Ana Oliveira: John Gummer vai falar aqui na Expogestão sobre a lesgislação européia. O Brasil também caminha para uma legislação mais rígida?
Adalberto Marcondes: Meu avô devia fazer a mesma perguinta durante a segunda guerra mundial. E o mundo consguiu superar aquele momento. Acho que estamos indo em direção a encontrar soluções. Ainda estamos longe e muita gente vai se machucar, mas a humanidade vai superar esta fase também.
Adalberto Marcondes: A legislação brasileira em meio ambiente é eficiente. Temos problemas com a aplicação. A iniciatica privada é mais ágil e tende a aproveitar melhor as oportunidades. Sim, ela está na frente.
juliana: O governo investe milhões de reais em projetos nas universidades para criar parcerias entre instituições de ensino e outras instituições para conservar os recursos. Muitas vezes, quanda acaba o projeto na universidade, acaba também a ação ambiental resultado da interação. O que o governo poderia fazer para manter as ações? Investir diretor em Ongs, por exemplo, ou apoiar mais as universidades?
Adalberto Marcondes: Governo, empresas e universidades precisam dialogar. Construir espaços mais interativos de projetos e parcerias.
juliana: Como é o investimento do governo e de empresas em mídias que cobrem a área ambiental, como a Envolverde? É difícil conseguir apoio?
Adalberto Marcondes: Dificílimo, existe uma proposta de que empreas e governos apliquem um pequeno percentual de suas verbas publicitárias em mídias ambientais, mas não conseguimos que isso vá adiante. No entanto, é preciso seguir em frente.
Ana Oliveira fala para todos: Que tipo de iniciativa do exterior o Brasil poderia importar com grandes chances de sucesso?
Adalberto Marcondes: Geração de energias solar e eólica. A Alemanha tem 5% do sol do Brasil e tem quase trinta por cento de sua matriz energéticva baseada em solar.
Adalberto Marcondes: A Espanha está investindo muito em energia eólica. E também temos muito a coipiar a área de transporte sustentável. Trem, por exemplo.
Adalberto Marcondes: Mas o Brasil também tem iniciativas que valem a pena. O nosso programa de biocombustível baseado em cana de açúcar é o mais eficiente em larga escala do planeta.
Adalberto Marcondes: Também temos uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com a menor emissão de carbono por kilowat gerado.
juliana fala: Qual a sua opinião sobre a inundação de reservas indígenas no Norte do País para a criação de hidrelétricas?
Ana Oliveira: As discussões em torno da escassez de alimentos possivelmente causada pela produção de biocombustível é uma ameaça a essa iniciativa?
Andre Crespani: Adalberto, tu, como diretor da Envolverde, podes comentar um pouco sobre a formação do Jornalista Ambiental no país? Existe um trabalho forte para preparar profissionais para atuar na área? Ou eles acabam buscando apenas oportunidades de trabalho?
Adalberto Marcondes: Sou contra a inundação de áreas indígenas ou kilombolas, ou de valor ambiental ou cultural.
Adalberto Marcondes: Alimentos e biocombiuustíveis é um debate longo. O maior problema vem dos Estados Unidos quererem produzir alcool a partir de milho.
Adalberto Marcondes: O jornalista ambiental é antes de tudo um jornalista e deve estar preparado para construir o contexto ambiental em qualquer matéria em que trabalhe. Acredito que a formação deva ser o mais ampla possível e com foco especial e ecopnomia e ecologia.
Adalberto Marcondes: Um abraço a todos, espero vocês na Envolverde.
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