
Vilma Gasques
Durante muitos anos a população via como positivo o cenário de indústrias que jogavam fumaça no ar e lançavam mais e mais produtos no mercado, já que isso significava o desenvolvimento. Atualmente, as empresas poluidoras, que têm nas chaminés sujas o seu símbolo, não conseguem mais espaço na nova economia, que se abriu para o desenvolvimento associado à preservação do meio ambiente e sustentabilidade. Tanto é que as corporações estão cada vez mais preocupadas com o impacto social e ambiental em seus negócios e desenvolvem projetos voltados à redução deste ônus para a sociedade. O reconhecimento para as práticas de sustentabilidade também é um dos benefícios para as companhias, que avançam no mercado de capitais e, invariavelmente, têm as ações valorizadas.
A preocupação com essas ações não chega a ser uma novidade. Mas é cada vez maior o interesse de consumidores e empresários no lançamento de novidades que respeitem o meio ambiente e na preocupação com as futuras gerações. Segundo estudos científicos, se os hábitos e costumes não forem alterados as expectativas em relação ao planeta para as próximas décadas não são favoráveis. E uma empresa que coloca hoje produtos no mercado que geram impactos ambientais ou sociais negativos pode ter problemas.
Com visão voltada para o desenvolvimento de produtos que tenham valor de preservação do meio ambiente, a Unilever, com unidades em Valinhos, Vinhedo e Indaiatuba, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), lançou no Brasil neste mês o Comfort Concentrado e iniciou uma estratégia que deve se transformar em uma grande migração no mercado para a mudança de hábito dos consumidores. O produto, desenvolvido dentro de uma plataforma de sustentabilidade, já foi lançado nos Estados Unidos, Europa e Ásia com sucesso.
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