
A pesquisa Indicadores do Desenvolvimento Sustentável Brasil 2008, divulgada na quarta-feira do dia 04/06 pelo IBGE, mostrou que o grande vilão da qualidade do ar não são mais as substâncias poluentes emitidas pelas indústrias, que destróem a camada de ozônio. O nível de emissão das indústrias caiu. Atualmente, os maiores causadores da poluição atmosférica no Brasil são o aumento na frota de veículos, que compromete principalmente o ar das grandes cidades, e as queimadas de mata, no Norte e no Centro-Oeste, e de cana-de-açúcar, no Nordeste e em Minas e São Paulo.
De acordo com o IDS do IBGE, em São Paulo aumentou o número de dias em que a poluição do ar superou o limite considerado adequado, passando de 158 em 2005 para 168 em 2006.
Nos primeiros três meses deste ano, conforme dados da Cetesb, a qualidade do ar em São Paulo foi classificada 14 vezes como má ou inadequada, em uma ou mais estações de medição. O mês mais poluído foi março,o mesmo em que houve maior expansão da frota de veículos na cidade: foram emplacadas 48.571 novas unidades no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O número de novos emplacamentos por dia chega a quase mil, totalizando uma frota de 6,103 milhões de veículos na cidade.
Com o aquecimento da economia e os incentivos recebidos pela indústria automobilística o número de carros circulando tende a aumentar ainda mais. A Anfavea, associação que representa as montadoras instaladas no país, estima um crescimento recorde de vendas de 24,2% sobre 2007, equivalente a 3,060 milhões de unidades.[14]
O governador José Serra anunciou um pacote de incentivo à indústria automobilística de R$ 6,8 bi. A verba será liberada como crédito acumulado pelas montadoras com o ICMS, imposto estadual, e vai icentivar ainda mais a produção.
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