Reflexos da cana-de-açúcar 06.03.2008

Araçatuba firma-se como um dos principais pólos de produção de etanol e de derivados da cana-de-açúcar. A preocupação do setor, deveras, também deve ser com o meio ambiente, principalmente pelos impactos que a monocultura da cana-de-açúcar pode causar ao solo e aos recursos hídricos.

A sustentabilidade da cultura da cana-de-açúcar é tema que começa a ser discutido de maneira aberta com aqueles que são diretamente responsáveis pelo comando das plantações: as usinas e seus controladores. Definir áreas e regras a serem seguidas por seus fornecedores, ou até mesmo para que as áreas sejam arrendadas, pode ajudar a minimizar este impacto, evitando que esta região sofra com as conseqüências da falta de planejamento para a lavoura, buscando a convivência pacífica entre a paisagem criada pelo homem para o seu sustento e a paisagem que recobre o planeta, garantindo a manutenção da vida na superfície terrestre.

A questão dos impactos ambientais depende mais da força de vontade das usinas, do pulso firme e do trabalho contínuo e não pode ser abandonada em detrimento do lucro, do capitalismo exacerbado. Buscar certificação na área ambiental, cultivando a matéria-prima de forma a melhor preservar o meio ambiente é essencial para garantir ao etanol acesso ao mercado mundial e colocar o Brasil em posição de destaque perante o mundo por produzir energia renovável e menos poluente, de maneira sustentável, se atentando ao impacto ambiental gerado pelo cultivo do solo e pela queima da palha da cana.

São inúmeras as ações que demonstram as preocupações com o meio ambiente. Exemplo é a construção de um hospital veterinário para o atendimento de animais vitimados pelas queimadas. Além das escolas de qualificação da mão-de-obra, essencial em todos os trabalhos, quer sejam manuais ou mecânicos, demonstram preocupação com a sociedade, transformando as destilarias em locais mais adequados ao trabalho humano, que não se preocupam somente com dinheiro.

Se a lei ambiental for cumprida nos termos exatos em que foi criada, todos poderão tirar proveito do boom do setor sucroalcooleiro, principalmente na região noroeste do Estado que ainda possui terras agriculturáveis e não sofreu os desgastes de tentativas anteriores frustradas de transformar o Brasil no "País do Etanol". Quando se tem bom senso na utilização dos parâmetros legais, todos saem ganhando: sociedade, usineiros e trabalhadores. E o meio ambiente agradece.

Fonte: Google News

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