Vilarejo de Atafona está sendo invadido pelo mar 25.03.2008
O balneário de Atafona, município de São João da Barra, localizado na foz do rio Paraíba do Sul, litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, tem população flutuante no verão e bastante reduzida no inverno. Desde a década de 50 o pontal de Atafona vem sofrendo um processo erosivo em sua linha de costa.
Enquanto a população local arca com a perda de bens imóveis e também com parte de sua história, o fenômeno da erosão provoca curiosidade, a ponto das casas semidestruídas serem alvo de visitação turística.
Para o entendimento dos fatores que regulam a intensidade do fenômeno erosivo atual é fundamental o conhecimento dos dados ambientais, incluindo ventos, ondas, vazão do rio e constituição do litoral. Quanto à duração do fenômeno, esta poderá ser estimada a partir da determinação do tempo decorrido durante antigas fases erosivas preservadas na planície costeira. Para tanto serão executadas sondagens geológicas e datações.
Obviamente que esse fenômeno está relacionado à dinâmica geomorfológica costeira, num ambiente flúvio-marinho em que se observam atividades construtivas tais como as restingas, tômbolos, dunas, deltas, terraços, etc... e que por algum motivo esse processo construtivo começa a ser revertido.
Estamos em busca de trabalhos científicos realizados e que expliquem esse fenômeno. Assim que conseguirmos encontrar disponibilizaremos neste espaço.
Porém, pelo que se apresenta já cabe uma boa reflexão sobre os possíveis motivos que levaram o mar a retomar aquela região. Um bom começo é analisar a forma com que a bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, vem sendo tratada por todos nós.
Represamento e subtração de suas águas, desflorestamento de suas vertentes e margens, crescimento desordenado das cidades ribeirinhas, etc... certamente estão entre os principais fatores.
O encontro de um rio com o mar é um espetáculo de encher os olhos. Na Praia de Atafona, onde deságua o Paraíba do Sul, deveria ser assim, mas seus moradores têm pouco do que se orgulhar e muito que lamentar. A fúria com que o mar vem destruindo casas, avançando 1 quilômetro em terra firme, apavora a todos. Na temporada de verão a maré derrubou 20 imóveis.
Nota extraída do Jornal O Globo:
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